terça-feira, 24 de julho de 2018
11:16
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Unknown
Se eu pudesse te dar um conselho hoje seria para não abrir o EM ALTA no Youtube. Se você quiser, faço um resumo: Vídeo dos melhores momentos de jogos de futebol sem os direitos autorais, algum programa de jornal falando de um certo deputado, os famosos "olha no que deu" e "o que acontece se", Thumbs dos irmãos famosinhos para atrair cliques falando bem ou mal deles e um youtuber específico que na minha opinião já tem idade suficiente pra parar de chamar atenção com os vídeos idiotinhas direcionados para crianças e adultos que acreditam que a ditadura foi revolucionária. UFA! Não sabemos o que pode nos encontrar além desse espaço, porque além disso, ainda tem as centenas de produtores de conteúdo falando inúmeras besteiras e sendo processados, carregando o orgulho de ter o nome na justiça.
O Youtube tem um algoritmo de fama. O que produz mais, o que faz mais sucesso e o que é mais procurado é o que mais aparece. O que é bom não necessariamente. Enquanto existem canais mais anônimos que realmente não estão preocupado com a fama que lhes cabe e receber produtinhos em casa, existem vídeos específicos só com os recebidos do mês. Não critico a necessidade de mostrar isso e do consumo desses produtos, mas no seu dia a dia que tipo de produto você realmente precisa? Que produtos vão somar na sua vida? O Youtube é um produto e seus vídeos são os recebidos, qual caixa você quer de verdade? Caso queira as mesmas caixas que eu, vai entender que alguns canais que parecem chatos, estão ai fazendo produtos incríveis de forma diferenciada. Vou conversar com vocês sobre alguns e caso vocês lembrem também, não esqueçam de comentar pra somar nosso conhecimento juntos e dar visibilidade pra quem realmente importa.
O primeiro que falarei é o QUADRO EM BRANCO (link do canal no nome)
O canal conta com diversos vídeos misturando as coisas mais improváveis como por exemplo, discutiu sobre as camadas do desenho IRMÃO DO JOREL de forma coerente e usando várias referências. Dá uma passadinha lá pra entender do que estou falando.
O próximo claramente é o METEORO que tem um visual mais colorido, mais jovial, farma de forma mais simples e dá a oportunidade para adultos e crianças entenderem o que está sendo discutido.
O terceiro é o ANTÍDOTO, não é a música não. O canal oferece um conteúdo bem parecido com o Quadro em branco, porém fazendo mais referências históricas e midiáticas para entendermos o contexto atual.
MIMIMIDIAS é o próximo, e o primeiro do qual tive contato. Tem um rigor mais acadêmico, mas ainda sim descontraído e dialoga com os diversos tipos de gêneros (filmes, séries, filmes...).
O ENTREPLANOS é mais centrado em análise de cinema, possibilitando que vejamos os filmes com outros olhos.
E posso citar o ZOOMERISMO que trabalha com fotografia e faz vídeos experimentais.
O conteúdo segue outros canais com conteúdos parecidos como LELEOGIA, LUDOVIAJANTE que conheci há pouco também e já estou encantada.
Para não me estender muito, paro por aqui, mas gostaria de saber primeiro se vocês querem uma parte dois, segundo quais canais vocês indicariam e terceiro se estavam com saudades de mim.
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segunda-feira, 21 de maio de 2018
08:30
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Unknown
Se você faz parte da internet, sabe que só se fala de uma série. A segunda temporada de "13 reasons why" está ai, mas há diversos problemas desde a primeira temporada. Como podemos observar, não é de agora que o público reclama de certas cenas e situações. Não está entendendo? Explicarei.
Pra começar, temos que saber sobre o que é a série. Uma adolescente comete suicídio. Não, isso não é spoiler. O desenvolvimento da série é que ela faz fitas para 13 situações que ela passou com determinadas pessoas que foram "culpadas" pelo suicídio dela. O grande problema é o que acontece durante a série. Se você não viu, cuidado, pode ser que isso te deixe um pouco chateado mas... Não veja. A série reflete muitos problemas mal elaborados e na verdade, causam o efeito oposto ao esperado. O intuito era avisar que há problemas como esses, mas aconteceu que a busca de formas de se suicidar aumentaram. Olha que legal, né? E isso não sou eu que estou afirmando. Na série há algumas situações extremamente desconfortáveis que são praticamente um tutorial de como ficar mal. No final do dia o que vai te restar é frustração e arrependimento por ter perdido tempo. Na segunda temporada o número de desperdício de equipe só aumenta.

E no final das contas não é sobre isso que eu quero falar. Isso foi só uma introdução pra dizer que existem séries imensamente melhores e que fazem você crescer como pessoa e entender alguns transtornos.
Do que você está falando, garota?
My mad fat diary!!! (TEM NO YOUTUBE).

Pra começar, é uma série britânica. Qual a diferença? Os britânicos aparentemente tem mais atenção com o que colocam para seu público e há várias discussões na internet sobre isso. A série se passa na década de 90 e conta a história da Rae, que é uma garota gorda de 16 anos que sai de uma clínica psiquiatrica e vai tentar voltar à ter uma vida adolescente normal. Ela vê que não se encaixa no mundo e acaba tendo dificuldades de relação com várias pessoas como amigos e a própria família. A série tem uma pegada mais leve com várias formas de demonstrações de pensamentos e imagens super descontraídas, contando com cenas pesadas que não fazem você ficar no chão ou procurar tutoriais no youtube e sim refletir. São apenas 3 temporadas com poucos episódios que conta com um elenco cativante e odioso ao mesmo tempo, faz você não sair da zona adolescente e ainda dá uma sensação de nostalgia pra quem viveu no século passado.
Tem questões de autoestima? Tem sim senhor (a).
Tem sobre homossexualidade? Tem sim senhor (a).
Tem sobre sexualidade? Tem sim senhor (a).
Tem questões sobre família? Tem sim senhor (a).
Tem sobre amizades também??? Nossa, como tem...
Então você deve estar se perguntando "É isso que você está aconselhando a gente a ver?"E minha resposta é:

Caso tenha interesse: Aqui está o link no youtube para ver legendado. (é só clicar na frase!)
Se você gostou desse texto não deixe de comentar aqui em baixo sobre algum assunto mais que você queira que eu fale ou mesmo sua opinião sobre alguma série (mesmo essas que foram citadas). Espero ver vocês em breve (desculpa minha ausência e não desistam de mim).
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quinta-feira, 8 de junho de 2017
20:07
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Unknown
Como todos sabemos, o dia dos namorados existe e é uma data que deixa muitas pessoas ostentando relacionamentos e outras tristes e inseguras. Mas isso acontece por qual razão? O relacionamento romântico com uma pessoa é tão importante assim? O dia dos namorados é algo que gera tanta polêmica que nada mais justo que tentar explicar para os meus colegas que "como arrumar um namorado (a) até o dia dos namorados" e "qual a pessoa certa pra você?" são testes e simpatias que só vão deixar vocês cada vez mais tristes e talvez até passe uma insegurança desnecessária. Então colegas, hoje estamos aqui para falar o PORQUE VOCÊ NÃO PRECISA DE UM RELACIONAMENTO ROMÂNTICO PARA SER FELIZ.
Bom. para começar vou passar grande parte do texto falando sobre uma trilogia de cordéis que li essa semana e são de uma escritora maravilhosa. e minha amiga.O texto conta a história de Ana Lísias, uma mulher que passa exatamente por problemas que cercam nossa comunidade em questões de relacionamentos. No início, Ana se pega atrás de um namorado. Qualquer um. Só vem. Sério mesmo. E ela arruma uns relacionamentos que nem vão em frente, ou não saem da cabeça dela... Relacionamentos que no final das contas não somam e machucam. Ai Ana arruma um namorado... *Aplausos de comemorações e fogos de artifícios*. ABUSIVO. Trai, mente e ela acredita que não vai ser feliz com ele porque afinal de contas a gente é metade da laranja, a tampa da panela, carne e unha alma gêmea - bate coração. Um belo dia, depois de tanto ser machucada, Ana descobre que dá sim pra ser feliz sem uma pessoa que só te faz mal e resolve *música de suspense* ficar SOLTEIRA. Meu Deus, que? Isso é possível? E ela é feliz sendo solteira, olha só. E mesmo com a sociedade falando o que ela tem que fazer, com quem namorar, quando namorar, que ela é incrível demais para estar solteira (como se relacionamento fosse um mérito. Você é uma pessoa boa, toma um namorado (a) de consolação já que não tem nada melhor). Ana resolve que mesmo que todo mundo fale, já passou por coisas demais pra se envolver só por medo e descobre que se amar primeiro é suficiente pra ser feliz.
Mas por que quando falamos em estar solteira é um problema tão grande? As pessoas ficam exaltando as pessoas com elogios do tipo "você é tão *elogio* para estar solteira" como se fosse algo errado. Existe-se um pensamento de que você não tem capacidade de viver só. E quando falo só, falo sobre namoros/casamentos. É como se você só tivesse duas opções: 1- Você está num relacionamento. o próximo passo é... OU; 2 - Você está a procura de um relacionamento. Boa sorte, você vai achar alguém legal (se fizer essa lista aqui de coisas...). Porque se você está solteiro é porque nenhuma pessoa até agora percebeu o quanto que você é incrível ou tem algo errado com você e tem que mudar pra agradar o coleguinha, já que relacionamentos são a base para a felicidade. Agora se você terminou um relacionamento recentemente, meu amor... Boa sorte. Porque você TEM que estar afundado em uma poça de desespero e sofrimento e estar atrás de alguém para superar suas dores e angústias e tentar não se lembrar do quão horrível tem que OBRIGATORIAMENTE ter sido seu término.
Minha pergunta é: VALENDO UM ABRAÇO - ONDE ESTÁ O ERRO? Vou responder com uma listinha baseada num vídeo que vi num canal. (link)
1 - Você deposita sua expectativa numa pessoa. NINGUÉM (leia 3 vezes essa palavra) é obrigado a carregar a obrigação de fazer alguém feliz. Imagina o quanto que é cansativo carregar essa responsabilidade e quanto que você perde por acreditar que tudo o que você tem pode facilmente ir embora a qualquer momento. Até porque você também não consegue sair e se divertir sem essa pessoa, não consegue viver... Isso também sufoca o coleguinha.
2 - Sua autoestima não é tão importante assim. Quando passamos a acreditar que a outra pessoa é responsável pela nossa felicidade, carregamos a ideia que não somos capazes de produzir coisas boas para nós mesmos e consequentemente para os outros. Isso desgasta porque você vai tentar dar o seu melhor para todo mundo e talvez nem receba de volta ou nem tenham gratidão, e com isso você não vai achar que foi o suficiente, se culpar e não pensar em como você se esforçou. Você é a única pessoa que se conhece e se acompanha para TODOS os lugares. Então não ande sua vida toda com alguém que você não gosta.
3 - A gente passa a acreditar que se não tem relacionamento, tem algo errado. É como se tudo que a gente fizesse fosse baseado em ter um parceiro (a).
4 - Acreditamos que fazer coisas sozinho é triste. Quando você sai só, é como se ninguém quisesse te acompanhar mesmo que as vezes você não queira companhia. Quantas vezes você já foi no cinema só? Eu nunca.
5 - Passamos a ver a vida como uma lista. Já começou a faculdade? Se formou? Namorando? Casou? Teve filho? Casa própria? Carro? E a academia, como tá indo? Viajou?
E sinceramente? Se eu não tiver intenção de fazer uma dessas coisas não quero parecer estranha já que a lista é minha.
O que quis deixar pra vocês nesse texto foi que: ótimo se você tenha um relacionamento. mas ótimo também se não tiver. Tudo o que importa é o quanto que você é feliz com você mesma e o quanto que você tem dentro de você pra passar para outras pessoas. Passo a vida toda falando sobre energia e atrair coisas boas pra você e assim passar para outras pessoas, mas é um exercício de dentro pra fora. Dia 12 está chegando, que tal cuidar da pessoa mais importante da sua vida? Você.
Antes de se ter alguém
É preciso se amar.
Se você se prioriza
O outro te valoriza
E não pense você
E fica em primeiro lugar.
Que é preciso ter alguém
Como tanta gente diz:
Pois isso não condiz
Você pode ser feliz
O que vale é estar bem
Estando só ou com alguém
- Bia Lopes
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terça-feira, 31 de janeiro de 2017
19:37
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Recentemente, por conta das férias, tenho visto muitos filmes. Podem até me julgar, mas adoro aqueles filmes beeeem clichês e fáceis de assistir, principalmente agora que acabei de sair de uma época de muito estresse.
Clichês adolescentes falam normalmente de laços. Construímos laços, não é? Todos os dias e em vários momentos. E temos também, obviamente, aqueles laços mais antigos e que perduram até hoje. Mas existem aqueles que viram nós e aqueles que viram nada. Infelizmente o segundo é bem comum. Tive várias amigas na minha vida, e por alguma razão, sempre nos afastamos depois de um tempo. Passei um longo período me culpando e pensando que eu não conseguia segurar amizades, e obviamente isso afetou meu relacionamento com as pessoas. Me sentia presa e amedrontada, não queria construir nada verdadeiramente porque pensava que eu era descartável. Passei um tempo só. Não queria contato com as pessoas e de repente me vi cercada de gente legal que queria meu bem e estavam preocupados comigo. Como todas as coisas da vida, algumas pessoas ficaram e outras se foram, e é sobre esse segundo tipo que vou falar hoje.
Eu, a intensa da vida, li uma coluna que se chamava "Quando a gente ama, mas não gosta mais" e isso me tocou profundamente. Carregava a responsabilidade de resgatar as pessoas e percebi que não é assim que funciona. Que não sou obrigada a salvar sozinha um relacionamento destruído. Pior ainda que passei a vida inteira ouvindo que amizade é um amor que nunca acaba, e nunca entendi porque as minhas acabaram. O desencontro quebrou vínculos com algumas pessoas e quando nos encontramos é como se fossemos estranhos. Muitas pessoas não vão entender o que estou falando e outras vão se sentir aliviadas. O amor não acabou, as lembranças vão ser carregadas pra sempre e o coração vai continuar carregando as marquinhas que essa pessoa fez, mas ela se foi e você não pode ficar carregando o vazio para sempre. Não é sua culpa e nem dessa pessoa. A gente muda, sabe? O nosso percurso é longo e muitas vezes nossos caminhos vão seguir diferentes, com rotinas diferentes e pessoas diferentes. Nossas opiniões vão mudar e nossos objetivos também, mas isso não diminui o que foi vivido e muito menos diminui o que ainda tem por vir também. A vida é longa e quem sabe nessa estrada da vida seus caminhos não se encontrem de novo? Até lá, aproveita a vista.
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domingo, 20 de novembro de 2016
10:21
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Unknown
Vejo muitos textos falando sobre ansiedade e todos estão dizendo a mesma coisa: Não dá pra parar. Porém me admiro muito ter que ficar repetindo que a cabeça de um ansioso não para. Quem entendeu bem, quem não entendeu ainda raramente vai entender os outros milhares de textos. Quem se importa com você de verdade vai realmente procurar ler sobre o que você sente, sem precisar você ficar mandando diversas vezes a mesma coisa numa linguagem diferente. Quem se importa com você vai perguntar "esse texto é verdade?" porque quem se importa procura. Quem se importa não vai falar "para de sentir isso", vai dar um jeito de fazer você ficar bem. Vai direcionar sua energia pra algo. Quem se importa vai ler, mesmo que pouco, sobre tudo o que pode te ajudar. Porque quem se importa com você, vai andar de mãos dadas no labirinto e não ficar do lado de fora mandando você achar a saída.
Na cabeça de um ansioso acontece muita coisa que só quem passa vai saber. Mas claro que rola uma empatia dos não-ansiosos, mas o corpo não reage da mesma forma e nem a mente. Pra um ansioso, um evento (seja qual for. Uma prova, um show, uma saída...) é quase uma tortura; noite de sono perdida é o mínimo. Quem consegue dormir quando vai acontecer algo esperado? Um ansioso não. A curiosidade guia um ansioso. Não diga "mais tarde" que o ansioso vai esperar esse mais tarde como se isso fosse sua vida. A imaginação vai tomar da mente. Falando em mente, a mente de um ansioso não para. O corpo sempre carrega alguma cicatriz, porque o ansioso está tão focado em qualquer outra coisa que não percebe o mundo ao seu redor, não contando as reações do corpo por causa da mente. Focado em seus pensamentos, no que tem que fazer, no que não precisa. Ansioso é um procrastinador nato, sem mesmo querer. Ao invés de fazer, ficamos pensando e pensando, posso inclusive passar o dia pensando sem querer fazer outra coisa. Isso sem falar nas outras inúmeras coisas que quem tiver curiosidade vai ter que me procurar pra conversar, porque não cabe num só post. Mas vamos resumir na frase da Hasel Grace em A culpa é das estrelas, na qual ela se referiu ao câncer e eu me refiro a minha mente: "Eu sou uma granada e, em algum momento, vou explodir, e gostaria de diminuir a quantidade de vítimas."
E mesmo sabendo de tudo isso, só prossegue quem está disposto a segurar a explosão. Você precisa identificar quem vai te fazer explodir ou quem vai tentar te ajudar. E sobre os que não querem ajudar: Tchau. A vida já tem bagagem demais pra eu carregar mais um fardo. Se não quer ajudar, não atrapalha não.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2016
10:24
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O abandono da escrita me faz pensar muitas vezes no que quero. Acabo deixando algumas coisas de lado porque só tenho certeza de minhas dúvidas. Minha confusão não me permite fluir em vários atos. Tenho pressa, mas não posso controlar o futuro. Sei disso e ainda sim me desespero. Mas como explicar para uma pessoa apressada que tudo tem seu tempo?
Deus, frases, clichês, filmes... Nada é suficiente porque nosso tempo é diferente do tempo de filmes e séries, é diferente de frases e textos. Se eu quiser, todas essas coisas podem acontecer na hora. Na vida você não pode correr atrás do tempo, mas se preparar para recebe-lo. Existem diversas situações que fazem nossos corações se acelerarem e nosso corpo não resistir de angústia pelo que virá. Nesses e em diversos outros momentos, o aconselhado seria lembrar do que já passou e deu certo. Convenhamos, não ajuda. Não ajuda porque sua pressa hoje é diferente da que foi dois anos atrás, é diferente da pressa de estudar ou comprar aquela blusa. Ontem você queria um livro e hoje quer ver um filme. São pressas diferentes. Na vida essas coisas acabam sendo ignoradas por diversas vezes, como se você não pudesse estar se sentindo mal por qualquer coisa que seja.
Tem dias que me olho no espelho e falo "Já tenho 21 anos. Quando as coisas vão começar a dar certo?", sendo que já está dando. Poxa, tem muita coisa boa na minha vida e eu,com um desespero descomunal, acabo não enxergando que conquistei muita coisa nos últimos anos. Não vou morrer amanhã. Você também não vai. Pelo menos espero que não. Você não vai se aposentar agora, muito menos sua vida vai parar de fazer sentido do nada.
Vejo muitas pessoas com Vinte e poucos anos que já conquistaram muita coisa. Graduação, mestrado e até doutorado, Pessoas bem sucedidas e desesperadamente felizes. Amigos que estudaram comigo já estão perto de se formar e a caminho de conquistas maiores, até me deram aula. Me pergunto "Por que não eu? Será que não fiz o suficiente? Será que não tive oportunidades suficientes? Será que o problema sou eu?" e repenso que somos pessoas diferentes. Reagimos de forma diferente às coisas e tenho objetivos diferentes. Ver minha cobrança em mim, só me mostra que acabo não sendo tão moldada para minha felicidade e satisfação e sim para suprir uma cobrança social. Não sou obrigada a passar no vestibular com 16 anos, mesmo que meus amigos tenham passado. Não sou obrigada a me formar com 22 e com 25 dar aula em universidades, mesmo que seja possível. Não sou obrigada a passar em tudo, mesmo que seja bom. Não sou nem obrigada a escrever esse texto dizendo coisas óbvias, mesmo que seja necessário
Pare de se comparar. Você é um ser individual.Você não está perdendo ou ganhando tempo, está apenas seguindo o seu próprio. Seu corpo é de uma forma, seu jeito é individual, você é cheio de particularidades e se torna único. Não deixe o desespero dos outros cair sobre você. Não tenha pressa, não tenha medo, seus sonhos são seus. Você os conhece e você é a única pessoa que pode entender o porque de não os ter feito ainda. O tempo é individual, o seu relógio é apenas seu e você muitas vezes nem consegue ver sua própria hora. Quando sua mãe diz "você não é todo mundo", ela está falando "você é único"
Videozinho de uma música porque ela fala exatamente isso. Obrigada, Tiago.
E aqui também temos um link do Buzzfeed para ajudar a gente um pouco mais.
https://www.buzzfeed.com/florapaul/medos-dos-vinte-poucos-anos?utm_term=.ml0PoWZLjd#.elk2z56Ojv
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* Mais sugestões de temas e músicas deixem nos comentários. Se concorda, compartilhe.
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quinta-feira, 11 de agosto de 2016
23:41
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Unknown
"O soluto pode ser definido como a substância dissolvida, ou seja, a que se distribui no interior de outra substância na forma de pequenas partículas."
Hoje, Soluto é um espetáculo produzido pelo grupo de dança "Ritmo Soul'to", que tem por objetivo passar as sensações do café desde os primórdios humanos até os dias atuais.
O espetáculo está acontecendo todas as Quintas de Agosto no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, às 20hs. Preço popular, tá gente? 10,00 R$ a inteira e ainda aceitam meia.
Mas meu objetivo hoje não é de forma nenhuma dizer o que já foi dito. Vim dizer o que senti. Acabei de chegar e estou explodindo emoções e sensações.
Primeiramente tem-se uma estranheza já que a intenção é essa, causar esses efeitos. Não tenho essa intimidade com café, nunca gostei e não faço questão. Essa estranheza aumentou por conta disso. Porém, sei decorado os efeitos da cafeína no nosso corpo. O espetáculo tem a intenção de mostrar esses efeitos das moléculas do café e do corpo humano. As sensações vão desde a overdose até a abstinência. Vai do homem como ser isolado, ao homem social. E durante o espetáculo, vão sendo criadas situações onde esse homem-humano vai ficando vulnerável, criando uma força vinda de outros componentes e ainda tornando-se incontrolável.
O espetáculo também mostra bastante do nordeste em si. Da ideia da dependência do Nordestino pelo café e de outras tantas formas, uma maneira de se aconchegar no seu espaço.
A dança em si cria uma mistura de estilos e se dissolve nos nossos olhos. Interage, hipnotiza e conversa com o espectador (quase que literalmente).
Chegando no final de tudo, com o cheiro e as sensações, me deu uma vontade imensa ficar cheirando o café até cansar.
Para mais informações, acesse:
Ritmo Soul'to
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