terça-feira, 31 de janeiro de 2017
19:37
| Postado por
Unknown
Recentemente, por conta das férias, tenho visto muitos filmes. Podem até me julgar, mas adoro aqueles filmes beeeem clichês e fáceis de assistir, principalmente agora que acabei de sair de uma época de muito estresse.
Clichês adolescentes falam normalmente de laços. Construímos laços, não é? Todos os dias e em vários momentos. E temos também, obviamente, aqueles laços mais antigos e que perduram até hoje. Mas existem aqueles que viram nós e aqueles que viram nada. Infelizmente o segundo é bem comum. Tive várias amigas na minha vida, e por alguma razão, sempre nos afastamos depois de um tempo. Passei um longo período me culpando e pensando que eu não conseguia segurar amizades, e obviamente isso afetou meu relacionamento com as pessoas. Me sentia presa e amedrontada, não queria construir nada verdadeiramente porque pensava que eu era descartável. Passei um tempo só. Não queria contato com as pessoas e de repente me vi cercada de gente legal que queria meu bem e estavam preocupados comigo. Como todas as coisas da vida, algumas pessoas ficaram e outras se foram, e é sobre esse segundo tipo que vou falar hoje.
Eu, a intensa da vida, li uma coluna que se chamava "Quando a gente ama, mas não gosta mais" e isso me tocou profundamente. Carregava a responsabilidade de resgatar as pessoas e percebi que não é assim que funciona. Que não sou obrigada a salvar sozinha um relacionamento destruído. Pior ainda que passei a vida inteira ouvindo que amizade é um amor que nunca acaba, e nunca entendi porque as minhas acabaram. O desencontro quebrou vínculos com algumas pessoas e quando nos encontramos é como se fossemos estranhos. Muitas pessoas não vão entender o que estou falando e outras vão se sentir aliviadas. O amor não acabou, as lembranças vão ser carregadas pra sempre e o coração vai continuar carregando as marquinhas que essa pessoa fez, mas ela se foi e você não pode ficar carregando o vazio para sempre. Não é sua culpa e nem dessa pessoa. A gente muda, sabe? O nosso percurso é longo e muitas vezes nossos caminhos vão seguir diferentes, com rotinas diferentes e pessoas diferentes. Nossas opiniões vão mudar e nossos objetivos também, mas isso não diminui o que foi vivido e muito menos diminui o que ainda tem por vir também. A vida é longa e quem sabe nessa estrada da vida seus caminhos não se encontrem de novo? Até lá, aproveita a vista.
Marcadores:Conversa,relacionamento,sociedade
Assinar:
Postar comentários
(Atom)
Kathleen Barros
Tecnologia do Blogger.
Achadouro
Tags
- Conversa (16)
- autoestima (8)
- Livro (7)
- Verdade (6)
- relacionamento (6)
- cidadania (4)
- amor (3)
- curiosidades (2)
- música (2)
- mulher (1)
0 comentários:
Postar um comentário