segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
23:30
| Postado por
Unknown
Quem nunca viu uma piadinha feita fora de hora ou com certos tipos de pessoa e em seguida a frase "the zoeira never ends"? Em alguns casos, as pessoas reclamam, denunciam e geram debates sobre esse tal assunto. Sempre tem uma pessoa que fala "essa geração está muito sensível" ou "não sabem aceitar uma brincadeira/piada". Mas será mesmo que é uma geração "sensível" ou será que enfim estamos começando a filtrar o que é humor sem precisar atingir um tipo específico de pessoa? Será que enfim não estamos acordando e percebendo que não precisamos humilhar uma minoria?
Confesso, não estou isenta desse tipo de piada. É culturalmente visível a necessidade de se fazer piada com classes nas quais ninguém quer estar. Negro, pobre, mulher, homossexual, refugiado, ou até mesmo de cursos que não são tão bem vistos. É comum de se ver diariamente pelo menos uma piada que renegue uma especifidade de pessoa. Mas qual a necessidade que o ser humano tem de diminuir alguém pra se sentir melhor?
Confesso, não estou isenta desse tipo de piada. É culturalmente visível a necessidade de se fazer piada com classes nas quais ninguém quer estar. Negro, pobre, mulher, homossexual, refugiado, ou até mesmo de cursos que não são tão bem vistos. É comum de se ver diariamente pelo menos uma piada que renegue uma especifidade de pessoa. Mas qual a necessidade que o ser humano tem de diminuir alguém pra se sentir melhor?
Venho notando casos cada vez mais recorrentes que carregam esse teor de preconceito disfarçado de piada e normalmente as pessoas ainda enchem o peito para falar "perco o amigo, mas não perco a piada".
Nota-se que o humor dialoga com o preconceito das pessoas, então é fácil fazer piadas com esses estereótipos porque eles estão prontos. Não que quem fale essas coisas sejam os criadores desses preconceitos, mas eles enfatizam, e existem pessoas que não levam isso só para piada. Essas coisas que se tornaram piada, já existiam antes de serem e carregam um peso a mais.Não é a piada em si, é o peso que ela carrega. Por exemplo quando alguém faz um humor ofensivo publicamente e não recebe nenhum tipo de constrangimento, normalmente significa que o pensamento está ali e essa prática não leva nenhum tipo de constrangimento na sociedade. E o fato de ser piada, só mostra que o preconceito não está tão longe assim e não é uma utopia criada pra justificar os esquerdistas. Não é como se uma coisa fosse o oposto da outra, porque não é. Às vezes ambos andam de mãos dadas.
Eu estar reclamando, vou ser taxada como careta, ultrapassada ou reacionária reclamona que não sabe admirar uma piada. Mas falando sério, isso não é tão engraçado quanto parece. Politicamente correto é um termo que designa uma suposta opressão de uma camada vinda de baixo para uma camada de cima, por se sentirem ameaçados e verem a razão no que foi dito, fazendo assim as pessoas acreditarem que os politicamente corretos é que são errados. Mas, vamos olhar com os olhos da minoria oprimida. Vamos ser os servos e não os carrascos, por pelo menos duas piadas. Vamos usar a empatia e ver se isso realmente fica mais engraçado quando você é o atingido, quando sua religião é o alvo das piadas, quando é a sua família e o seu povo que está sendo montado. Porque para fazer piadas, você também tem que estar disposto a recebê-las, ser criticado, julgado e difamado por conta delas.
PS: Refêrencias nesse post ao documentário "O riso dos outros" e aos cartunistas André Dahmer e Laerte.
Nota-se que o humor dialoga com o preconceito das pessoas, então é fácil fazer piadas com esses estereótipos porque eles estão prontos. Não que quem fale essas coisas sejam os criadores desses preconceitos, mas eles enfatizam, e existem pessoas que não levam isso só para piada. Essas coisas que se tornaram piada, já existiam antes de serem e carregam um peso a mais.Não é a piada em si, é o peso que ela carrega. Por exemplo quando alguém faz um humor ofensivo publicamente e não recebe nenhum tipo de constrangimento, normalmente significa que o pensamento está ali e essa prática não leva nenhum tipo de constrangimento na sociedade. E o fato de ser piada, só mostra que o preconceito não está tão longe assim e não é uma utopia criada pra justificar os esquerdistas. Não é como se uma coisa fosse o oposto da outra, porque não é. Às vezes ambos andam de mãos dadas.
Eu estar reclamando, vou ser taxada como careta, ultrapassada ou reacionária reclamona que não sabe admirar uma piada. Mas falando sério, isso não é tão engraçado quanto parece. Politicamente correto é um termo que designa uma suposta opressão de uma camada vinda de baixo para uma camada de cima, por se sentirem ameaçados e verem a razão no que foi dito, fazendo assim as pessoas acreditarem que os politicamente corretos é que são errados. Mas, vamos olhar com os olhos da minoria oprimida. Vamos ser os servos e não os carrascos, por pelo menos duas piadas. Vamos usar a empatia e ver se isso realmente fica mais engraçado quando você é o atingido, quando sua religião é o alvo das piadas, quando é a sua família e o seu povo que está sendo montado. Porque para fazer piadas, você também tem que estar disposto a recebê-las, ser criticado, julgado e difamado por conta delas.
PS: Refêrencias nesse post ao documentário "O riso dos outros" e aos cartunistas André Dahmer e Laerte.
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É incrível como o povo brasileiro se destaca na insensibilidade, é fato que preferimos nos iludir a relevar as questões impotantes. Existe um sentimento universal de inviolabilidade e eu acredito que o de cada um deva ser levado em consideração. É uma das coisas que realmente definem o progresso.
ResponderExcluirPior é que ao invés de discutir isso, normalizam
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